Jornacitec Botucatu, XIV JORNACITEC - Jornada Científica e Tecnológica

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Distocia em vacas: principais causas e consequências - Revisão de Literatura
Thallys Alexandre Proença Almeida Lopes, Vitoria Vicente Pereira da Silva, Aline Aparecida de Oliveira Montanha

Última alteração: 2025-10-02

Resumo


A distocia é definida como qualquer dificuldade durante o parto que impeça ou dificulte o nascimento do feto por vias naturais, sendo uma complicação obstétrica relevante na bovinocultura. Essa condição frequentemente demanda intervenção veterinária para garantir a sobrevivência da vaca e do bezerro, além de preservar o desempenho reprodutivo e produtivo da fêmea. As causas da distocia são comumente classificadas em maternas ou fetais. Entre as causas maternas, destacam-se o estreitamento do canal do parto, especialmente em novilhas primíparas; a atonia uterina; e a torção uterina, que dificultam a expulsão do feto. Já entre as causas fetais, incluem-se hipertrofia, morte fetal e posicionamentos anormais. Diversos fatores de risco contribuem para a ocorrência da distocia. Os principais incluem a primiparidade, o uso de reprodutores de raças europeias — que tendem a produzir bezerros de maior peso ao nascimento, aumentando o tamanho fetal —, além da nutrição inadequada das matrizes durante a gestação, seja por deficiência ou excesso. O manejo ineficiente no período pré-parto também eleva significativamente a probabilidade de ocorrência do distúrbio. O objetivo deste trabalho foi relatar as causas da distocia em vacas e seus impactos sobre a saúde animal, bem como as perdas produtivas e econômicas na propriedade.

Palavras chaves: Intervenção veterinária. Origem. Riscos.


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