Jornacitec Botucatu, XIV JORNACITEC - Jornada Científica e Tecnológica

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QUANTIFICAÇÃO DA BIOMASSA E ESTOQUE DE CARBONO EM UM CULTIVO DE LÚPULO NO ESTADO DE SÃO PAULO
Mariana dos Santos Hypólito, Elisandra Aparecida Rodrigues Prieto, Firmo Sousa Campos, Wendell Jesus de Carvalho, Victor Crespo de Oliveira, Valéria Cristina Rodrigues Sarnighausen

Última alteração: 2025-09-29

Resumo


Impulsionado pelo crescente consumo e produção de cerveja no Brasil, o lúpulo (Humulus lupulus), planta herbácea trepadeira da família Cannabaceae vem se destacado por sua importância (Spósito et al., 2019). Sua flor, o cone, é essencial para fornecer características desejadas ao produto final, como propriedades aromáticas, estabilidade físico-química, ação antimicrobiana e antioxidantes, entre outras, o que é um atrativo para a indústria cervejeira (Lopes; Morales; Montagnolli, 2017). Seu intenso crescimento vegetativo destacado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), permite que sua produção não só atenda à demanda interna de cerveja, mas também atue como um meio de sequestro de carbono, contribuindo para a sustentabilidade do processo produtivo.O conceito “sequestro de carbono” surgiu da necessidade de redução de emissões de gás carbônico na atmosfera, e se baseia em absorver o excesso de dióxido de carbono da atmosfera e fixá-lo de preferência de forma orgânica, se destacando o processo de fotossíntese, o que pode ser evidenciado como um destaque da planta (Ohse et al., 2007). O presente projeto, então, visa quantificar a biomassa gerada durante dois ciclos da planta e identificar o estoque de carbono de cada ciclo utilizando equações alométricas e curvas de dispersão. Nesse método, é retratada a relação biomassa (kg) em função de medidas biométricas das plantas. Para isso, o projeto propôs medidas semanais das variáveis diâmetro e altura, e análises destrutivas para conferir o teor de carbono presente na biomassa seca. As análises destrutivas realizadas no segundo e quinto mês de desenvolvimento da planta mostram uma relação do estoque de carbono com a fase fenológica do lúpulo. Assim, com base nos resultados, pretende-se colaborar para que estimativas de sequestro de carbono sejam aplicadas às áreas de cultivo de lúpulo, oferecendo informações relevantes para produtores e investidores. Vale ressaltar que ainda faltam dados a serem coletados para a confirmação e efetividade do projeto.



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