Jornacitec Botucatu, XIV JORNACITEC - Jornada Científica e Tecnológica

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IDENTIFICAÇÃO E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E COMBATE DE PRAGAS E DOENÇAS EM CULTIVARES DE LÚPULO NO BRASIL
Raphael Santos, Elisandra Prieto, Mariana Hypólito, Wendell Carvalho, Valéria Sarnighausen

Última alteração: 2025-09-22

Resumo


Recentemente, o lúpulo (Humulus lupulus L.), planta trepadeira herbácea da família Cannabaceae e originária de climas temperados, tem ganhado espaço no cenário agrícola brasileiro, por conta da expansão do mercado global de cerveja e por suas diversas propriedades aplicáveis nas indústrias cosmética, alimentícia, farmacêutica e animal. Suas flores femininas, conhecidas como “cones”, são utilizadas na produção de cerveja para conferir aroma, amargor e estabilidade de espuma, além de atuarem como conservante (Gallardo; Agehara; Rechcigl, 2025; Sabino et al., 2025; Spósito et al., 2019). O cultivo do lúpulo é recente, ainda em fase de desenvolvimento técnico e científico, sobretudo em regiões de clima tropical e subtropical. Em 2020, o país registrou mais de mil cervejarias, e em 2021 a produção de lúpulo ocupava entre 35 e 40 hectares, com cerca de 24 toneladas produzidas. Contudo, mudanças climáticas, variações extremas de temperatura e alterações nos regimes de precipitação representam grandes desafios para o cultivo em larga escala. Essas condições favorecem o surgimento de novas pragas e doenças, exigindo aprimoramento no manejo e maior atenção ao controle biológico, já que a cultura do lúpulo é sensível a uma ampla gama de pragas e doenças, que podem comprometer tanto a saúde da planta quanto sua produtividade (Silva, 2024; Spósito et al., 2019), e como as mudas foram introduzidas no Brasil por meio da importação, há o risco de introdução de pragas adaptadas a climas temperados, que podem se estabelecer em condições locais e afetar outras culturas. Soma-se a isso a escassez de literatura específica sobre o cultivo em clima subtropical, dificultando decisões técnicas de produtores e pesquisadores e reforçando a importância de estudos sobre prevenção e combate de pragas (Silva, 2024). O controle biológico surge como alternativa sustentável, reduzindo a suscetibilidade das pragas ao desenvolvimento de resistência a defensivos agrícolas (Parra, 2019). Paralelamente, o controle cultural, por meio de práticas como poda, aração do solo, desbaste, uso de plantas armadilhas e eliminação de restos culturais, é outra estratégia eficaz (Sousa, 2021). Diante desse contexto, o presente trabalho tem como objetivo coletar e quantificar semanalmente, ou conforme necessidade, pragas e doenças em áreas experimentais de cultivo de lúpulo, identificá-las, elaborar estratégias de manejo, realizar análises estatísticas descritivas, verificar a relação entre estágios fenológicos e incidência de pragas e doenças, além de correlacionar fatores microclimáticos e micrometeorológicos durante dois ciclos produtivos. Assim, este estudo pretende contribuir com um compilado de dados relacionando pragas e doenças e condições às características climáticas locais, fornecendo subsídios para estratégias de manejo mais eficazes e sustentáveis para o cultivo do lúpulo. Através dos dados de pesquisa obtidos até então, foi possível observar uma variedade de pragas e doenças que o lúpulo se mostrou susceptível, que ainda não são conhecidas medidas de combates catalogadas na literatura. Durante o presente momento, já foram aplicados manejos como medidas de combate e prevenção utilizando como base referencias de cultivares de uva, portanto ainda existe um trabalho exploratório para ajustar essas medidas para a espécie.

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