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SUPLEMENTAÇÃO LUMINOSA E FOTOPERÍODO DO LÚPULO
Última alteração: 2025-10-06
Resumo
O fotoperíodo vegetativo é o fator ambiental principal que estabelece a transição dos estados entre o vegetativo e o reprodutivo (Taiz et al. 2017), sendo assim, o lúpulo necessita de muitas horas de luminosidade, por ser uma planta de dia longo, que precisa de 15 a 16 horas para obter uma boa produtividade nas estações da primavera e verão (Krebs 2019; Neve 1991). Trata-se de uma planta que floresce quando o período de luz é menor que um determinado comprimento, ou seja, quando o período de escuro contínuo excede o fotoperíodo crítico, portanto precisa de noites longas para sua floração (Taiz et al. 2017, p. 635). Segundo o ministério da agricultura, o clima tropical do Brasil influencia no desenvolvimento da planta, porém apresenta vantagens como obter várias colheitas ao longo do ano. A diferença de latitude é um fator importante em relação a outros países produtores. Considerando a latitude de São Paulo (23°33’S), o período de cultivo do lúpulo, que ocorre durante a primeira safra, tem variações significativas na duração da luz solar. Em agosto (fim do inverno), os dias têm cerca de 11 horas de luz. Em dezembro (solstício de verão), a luz do dia pode chegar a aproximadamente 13 horas. Esses dados, baseados em estudos em Botucatu, mostram como o fotoperíodo (a quantidade de luz) muda durante a época de cultivo, um fator crucial para o desenvolvimento do lúpulo. Dependendo da região, a “safra principal” coincide com os meses de fotoperíodo entre o verão e o outono (fevereiro a maio) e a segunda safra é entre os meses de maio (final) e julho (Engarrafador Moderno, 2023). Com isso, a implementação de LED (diodo emissor de luz) no campo, como fonte de suplementação luminosa artificial para o desenvolvimento da planta, é uma estratégia que está sendo utilizada por muitos produtores no país. Com a utilização dessa suplementação, a planta recebe um estímulo que torna eficiente a fotossíntese, que manipula o ciclo de crescimento vegetativo, atrasando a floração prematura (Doods, 2017). Segundo o Ministério da Agricultura, a utilização de LED possibilitou que regiões fora da zona de produção de lúpulo consigam produzir até três ciclos anuais (BRASIL, 2020). A suplementação, como estudo prévio observacional em Botucatu, com suplementação de 4 horas de luz, mostrou-se promissora em termos de produção de cones e tamanho dos mesmos, o que pode indicar maior produção de lupulina, substância de interesse comercial para inserir aroma e amargor na cerveja.
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