Jornacitec Botucatu, XIV JORNACITEC - Jornada Científica e Tecnológica

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INICIATIVAS PARA O MANEJO DO LIXO ELETRÔNICO E APROVEITAMENTO SUSTENTÁVEL DOS SEUS COMPONENTES
Rainara Gabriela Serafim Monaro, Henrique Vital de Souza, Marcos Vinícius Ferraz Rabelo Tavares, João Pedro Bento Soares, Vivian Toledo Santos Gambarato

Última alteração: 2025-10-09

Resumo


O termo lixo eletrônico, ou e-lixo, refere-se a resíduos de equipamentos eletrônicos descartados, incluindo celulares, computadores, TVs, e aparelhos grandes e pequenos, e equipamentos de áudio e vídeo (Senado Federal, 2023). O Brasil produz aproximadamente 2,4 milhões de toneladas de e-lixo anualmente, sendo o segundo maior produtor nas Américas, atrás dos Estados Unidos (Chagas, 2024). Entretanto, a reciclagem no país é ainda baixa, sendo aproximadamente 3% (Rosa, 2025). Um problema ambiental e social gerado pelo e-lixo evidencia a necessidade de soluções eficazes para o descarte e reaproveitamento desses materiais. Segundo o Senado Federal (2023), esses resíduos são classificados em quatro categorias: linha azul (pequenos utensílios), linha verde (equipamentos de informática e telefonia), linha marrom (áudio e vídeo) e linha branca (grandes utensílios). Os materiais que compõem o e-lixo incluem metais preciosos (ouro, prata e platina), metais não preciosos (cobre e alumínio), e metais pesados ​​tóxicos (chumbo, mercúrio e cádmio) entre outros (Recicla Sampa, 2019; Ecycle, 2023). A contenção ambiental é prejudicada pelo descarte inadequado, pois os metais pesados ​​contaminam solo, água e ar, ocasionando riscos à saúde humana (Universo Ambiental, 2025; Silva, 2025). A coleta e descarte correto envolvem a utilização de pontos de coleta oficiais e campanhas governamentais, como mutirões promovidos por prefeituras e empresas especializadas, que garantem a destinação ambientalmente do e-lixo (Prefeitura De Botucatu, 2025). Após a coleta, os resíduos passam por triagem, separação e processamento para reaproveitamento dos materiais, minimizando impactos (Greeneletron, 2023). Os resultados das ações apresentadas à reciclagem e ao descarte, indicam um aumento gradativo na conscientização e recuperação de recursos, porém o desafio permanece diante de seu volume crescente (Rosa, 2025; Ciclovivo, 2023). Projetos inovadores adaptam componentes eletrônicos para fins educativos e sociais, promovendo o reaproveitamento, demonstrando alternativas sustentáveis ​​(G1, 2019). Assim, como solução prática para o reaproveitamento do e-lixo, foram criados três produtos que utilizam componentes eletrônicos reciclados: um carrinho de controle remoto feito a partir de um mouse; um relógio fabricado com disco rígido; e uma maquete da igreja da cidade, construída com um gabinete de computador. Os materiais usados ​​nestes projetos incluem 1 HD, 2 placas-mãe, 1 mouse, 1 teclado, 6 memórias RAM, 1 ventilador de mão, 1 cooler, 1 gabinete grande e cabos variados. Cada projeto encontra-se em uma fase distinta de desenvolvimento: o carrinho de controle remoto está em fase inicial; o relógio, em fase final de montagem; e a maquete da igreja quase concluída, restando a adição das árvores ao redor da estrutura. Conclui-se que uma solução para o problema do e-lixo no Brasil requer treinamentos integrados entre políticas públicas, participação da sociedade e avanços tecnológicos na reciclagem, causando a redução dos impactos ambientais e a valorização dos recursos contidos nesses resíduos. Os produtos desenvolvidos neste trabalho evidenciam diversas formas de contribuir com a preservação ambiental por meio da reutilização de lixo eletrônico. A proposta mostra à comunidade acadêmica que é possível reaproveitar componentes descartados na criação de itens decorativos, brinquedos e objetos de uso cotidiano, como relógios, promovendo economia e benefícios ao meio ambiente.

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