Última alteração: 2025-10-09
Resumo
O lixo eletrônico, ou "e-lixo", compreende dispositivos elétricos ou eletrônicos que se tornaram obsoletos. Um relatório recente da ONU revela que a geração global de resíduos eletrônicos cresce cinco vezes mais rapidamente do que a reciclagem, prevendo-se que atinja 82 milhões de toneladas até 2030. Este aumento, que representa 33% a mais em relação a 2022, é impulsionado por avanços tecnológicos, elevado consumo, opções restritas de reparo e infraestrutura inadequada de gestão de e-lixo. A situação acarreta perda significativa de recursos, estimada em 62 bilhões de dólares, e um risco elevado de poluição, especialmente em nações vulneráveis (PRIZIBISCZKI, 2024). No Brasil, mais da metade da população descarta o lixo eletrônico de forma indevida, sendo de extrema importância que a população seja conscientizada (MENA, 2024). No geral, a população brasileira pouco se preocupa com o meio ambiente na hora do descarte de e-lixo, o que se mostra preocupante na medida que a produção cresce a cada ano, mas sua reciclagem não (QUEIROZ, 2025). Desde de 2002, a atenção aos lixos eletrônicos cresceu devido ao seu volume, causado pelo consumo e baixa vida útil de eletrônicos, enquanto a maioria das pesquisas foram focadas na China e na Índia por serem grandes contribuintes do descarte de lixo eletrônico em decorrência da importação de eletrônicos, rápido desenvolvimento econômico e industrial (HALIM, SUHARYANTI, 2020). A comoditização do e-lixo para se recuperar metais preciosos, como lantânio neodímio, prata, ouro, paládio, platina, etc. também é realçado. Estima-se que mais de 320 toneladas de ouro e mais de 7,500 toneladas de prata são utilizadas todo ano para fazer computadores, celulares, tablets e outros aparelhos ao redor do mundo (MOR et al, 2021). Com base nos dados citados, percebe-se a crescente iminência da estagnação do destino do e-lixo, visto que os maiores países produtores de e-lixo iniciaram o tratamento dos mesmos há pouco tempo. As empresas e entidades responsáveis pela disseminação de métodos eficientes de tratamento ou reutilização de e-lixo são recentes, uma vez que os consumidores podem ter resistência ao descarte apropriado desses tipos de aparelhos, visto que armazenam informações privadas dos proprietários, o que pode gerar o armazenamento domiciliar do lixo eletrônico (DIAS et al, 2024). Ainda segundo o autor, dada a importância do papel do consumidor nesse processo, torna-se relevante entender a relação entre o consumidor e o descarte responsável de lixo eletrônico, implicando que a informação sobre o descarte correto pode não ser amplamente difundida. Desta forma, este trabalho propõe a criação de três produtos sustentáveis a partir do e-lixo: um porta-canetas confeccionado com disquetes, um avião elaborado com componentes de notebook e um caderno personalizado utilizando teclas de um teclado, acompanhado de cinco disquetes. A metodologia começou com a coleta de materiais para o desenvolvimento dos produtos, em que o excedente será descartado corretamente. Além disso, foi elaborada uma campanha de conscientização a respeito do descarte correto de equipamentos e componentes. Dessa forma, esse projeto buscou meios sustentáveis de reutilizar o e-lixo, usando a inovação e a consciência sustentável, visando a conscientização das pessoas.