Jornacitec Botucatu, VIII JORNACITEC - Jornada Científica e Tecnológica

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UTILIZAÇÃO DA BIOMASSA ÁRVORE DE ORQUÍDEA (PATA DE VACA) PARA ADSORÇÃO DE ESPÉCIES METÁLICAS DE MEIO AQUOSO
Mariah Eduarda Ferreira, Ariane Dantas, Juliana Aguiar Vettorato, Adrielli Cristina Peres da Silva, Gustavo Rocha de Castro

Última alteração: 2019-09-05

Resumo


Os problemas ambientais relacionados à contaminação do solo, água e ar têm causado grande preocupação na sociedade moderna devido ao seu aumento substancial. Estes fatores são decorrentes das atividades antrópicas (MANAHAN, 1997) e exige cada vez mais um avanço na tecnologia relacionada ao controle da poluição e remediação de áreas contaminadas. Dentre as técnicas utilizadas atualmente, tem-se o método de extração em fase sólida com o uso de materiais adsorventes que podem ser empregados para extrair íons metálicos de amostras de água natural. A Bauhinia Variegata, planta popularmente conhecida por pata-de-vaca, apresenta estrutura celulósica constituída por lignina, hemicelulose e macromoléculas de celulose, as quais apresentam grupos hidroxila e carboxílico, presentes na sua superfície, capazes de adsorverem metais por interações físico-químicas, tais como, a coordenação de espécies metálicas (FERREIRA et al, 2011), que confere a planta o potencial de biossorvente para análises de íons metálicos em corpos hídricos. Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo descrever a utilização da pata-de-vaca em pó na remoção de Cu(II) e Cd(II) de meio aquoso. Para os experimentos iniciais, a biomassa foi caracterizada por Espectroscopia de Infravermelho (FTIR), que tem como objetivo a identificação dos grupos que compõem a estrutura celulósica e Microscopia Eletrônica para verificar a morfologia das partículas. Posteriormente, o material foi submetido à estudos de adsorção em função do tempo mínimo de contato, pH e capacidade máxima de adsorção. Os valores de cinético foram obtidos por meio da agitação do material com a solução de metal com a concentração de 50 mg. L-1 em tempos de 1 à 240 minutos. Em função do pH testando uma faixa de 1 à 5 com agitação de 30 minutos. Em função da capacidade máxima de adsorção, as amostras foram agitadas com os controles variando suas concentrações de 1 à 400 mg.L-1 para as espécies metálicas. O tempo mínimo de contato necessário para que o material atinja o equilíbrio foi de 1 minuto, concluindo-se que o material apresenta uma cinética rápida. Quanto ao pH, este apresenta considerável influência sobre a adsorção destes metais sobre o material; em pH 1, devido à alta concentração de íons hidrônio, existe uma alta concorrência pelos sítios de adsorção, o que reduz significativamente a adsorção de Cu(II) e Cd(II); à medida que aumenta o pH até 5, tal concorrência torna-se menos intensa, devido à redução dos íons hidrônio, aumentando-se a adsorção dos metais. A Capacidade máxima de adsorção alcançada pelo material, para os metais Cu(II) e Cd(II), foi de 0,238 mmol g-1 e 0,113 mmol g-1, respectivamente. Através dos experimentos realizados, pode-se concluir que a pata-de-vaca apresenta uma cinética rápida, adsorvendo até 0,238 mmol g-1 e 0,113 mmol g-1 de Cu(II) e Cd(II) em solução. Os valores apresentam boa concordância, apresentando coeficiente de correlação (R²= 0,9978 e 0,9909 para o Cobre e Cádmio, respectivamente), quando aplicados ao modelo de adsorção de Langmuir. Desta forma, é possível concluir que o material se apresenta com boas propriedades adsortivas que o caracteriza como um material com grande potencial para este fim.

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